Modelo Jurídico
Plano de Ação NR-1 — Template Estruturado
Estrutura tabular padrão de plano de ação NR-1 com campos obrigatórios e periodicidade.
Baixar modelo .docxSobre este modelo
Modelo de plano de ação NR-1 em formato tabular padronizado, pronto para integrar o PGR. Define os campos obrigatórios, formato sugerido, periodicidade de revisão e regras de fechamento de ações.
Documento alinhado ao item 1.5.5 da NR-1 (medidas de prevenção) e ao formato esperado em fiscalização MTE. Inclui campo de evidência de implementação — chave para defesa em auditoria.
Use como modelo de tabela no Excel/planilha ou como anexo documental do PGR. Personalize [EMPRESA], [PERÍODO] e os exemplos de ação.
Aplicabilidade legal
- NR-1 — item 1.5.5 (medidas de prevenção e plano de ação)
- ISO 45001 — sistema de gestão de SST
- Boas práticas de auditoria MTE consolidadas pós-Portaria 765/2025
Estrutura do documento
- 1. Formato do Plano
- 2. Campos Obrigatórios
- 3. Periodicidade de Revisão
- 4. Regras de Fechamento de Ação
- 5. Exemplo de Linha de Plano
- 6. Disposições Finais
Aviso jurídico: Este é um modelo base preparado por especialistas em compliance para acelerar a implementação. Adapte conforme a realidade da sua empresa e revise com seu departamento jurídico ou advogado trabalhista antes de adotar formalmente.
FAQ
Posso usar Trello/Jira em vez de planilha?
Sim, desde que mantenha os campos obrigatórios e exporte para PDF/Excel quando solicitado em fiscalização. Ferramentas de gestão de projeto funcionam bem para equipes de SST maduras — apenas garanta que o histórico seja exportável.
E se uma ação ficar atrasada por motivo orçamentário?
Documente. Atraso justificado e com replanejamento formal é defensável; atraso silencioso, não. Reabra a ação com novo prazo, registre o motivo (orçamento aprovado para próximo ciclo, p.ex.) e aprove em comitê. O auditor MTE busca rastreabilidade, não perfeição.
Termos do glossário relacionados
NR-1
Norma Regulamentadora nº 1 do Ministério do Trabalho, com disposições gerais sobre saúde e segurança ocupacional, atualizada para incluir riscos psicossociais a partir de 26/05/2026.
Riscos Psicossociais
Fatores do ambiente e da organização do trabalho que podem causar adoecimento mental — estresse crônico, burnout, depressão, ansiedade.
PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)
Documento obrigatório pela NR-1 que inventaria, avalia e prioriza riscos ocupacionais (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais) com plano de ação para mitigação.
Plano de Ação
Documento operacional do PGR que descreve, para cada risco priorizado, a medida de controle, o responsável, o prazo e o indicador de efetividade.
Setores que usam este modelo
Construção Civil
Indústria com alta rotatividade, múltiplos vínculos terceirizados, hierarquia rígida de obra e exposição combinada de riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.
Saúde Hospitalar
Hospitais e clínicas concentram demanda emocional alta (contato com sofrimento), turnos extensos, hierarquia médica rígida e risco biológico — combinação clássica de adoecimento mental.
Indústria Farmacêutica
A indústria farmacêutica brasileira combina linhas de produção altamente regulamentadas (ANVISA, GMP), pressão por compliance regulatório, salas limpas com biossegurança e jornadas de turnos rotativos. P&D e área comercial sofrem pressão por metas de lançamento e visitação médica, enquanto a fábrica enfrenta exigências contínuas de qualidade que restringem autonomia. A combinação de procedimentos rígidos, auditorias frequentes e responsabilidade civil/sanitária cria carga mental constante. Operadores de produção, analistas de QC, propagandistas e área de pesquisa apresentam perfis distintos de adoecimento — o que torna a segmentação por vínculo e função essencial no inventário NR-1.
Tecnologia e Software
Empresas de software, SaaS e desenvolvimento sob demanda combinam jornadas mentalmente intensas, prazos curtos de sprint, on-call 24/7 e cultura informal que muitas vezes mascara assédio moral velado. O trabalho remoto e híbrido amplifica conflito trabalho-família e isolamento social. Squads enxutas concentram alta responsabilidade em poucas pessoas, com pressão por entrega contínua, code review público e métricas individuais de produtividade. Em escalas pequenas (startups), há também insegurança ligada a runway e captação. Em grandes techs, a hierarquia matricial com múltiplos stakeholders gera conflito de papéis e ambiguidade — fator psicossocial expresso da NR-1.
Varejo
O varejo brasileiro concentra alta rotatividade (~60% ao ano em algumas redes), jornadas em escala 6×1 e turnos com pico de demanda (Black Friday, Natal). Operadores de caixa, repositores e vendedores comissionados sofrem pressão por metas, exposição a clientes hostis (rage de consumo) e baixa autonomia sobre o próprio ritmo. Lojas de shopping têm jornada extensa com domingos e feriados, gerando conflito trabalho-família. A hierarquia de loja (gerente → subgerente → fiscal → operador) costuma reproduzir padrões de humilhação pública, especialmente em reuniões de meta. O isolamento de unidades em redes capilarizadas dificulta canais corporativos chegarem ao varejista de campo.
Supermercados
Supermercados operam com grande contingente de empregados de baixa qualificação, jornadas em escalas variadas, exposição a temperaturas (câmaras frias, açougue), peso (reposição) e contato direto com cliente — combinação ergonômica e psicossocial intensa. Áreas de açougue, peixaria e padaria têm risco físico somado a hierarquias rígidas. Operadores de caixa concentram tarefas repetitivas, sentar-prolongado e atrito com cliente. A cultura de 'cliente sempre tem razão' empurra colaboradores a tolerar agressões verbais. Redes regionais costumam ter rotatividade alta e pouca estrutura de SST, tornando o inventário psicossocial particularmente necessário.