Glossário
O que é Plano de Ação?
Documento operacional do PGR que descreve, para cada risco priorizado, a medida de controle, o responsável, o prazo e o indicador de efetividade.
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Definição completa
Plano de ação é o entregável operacional do GRO/PGR. Para cada risco mapeado e priorizado pela matriz, define-se: (i) ação de mitigação ou eliminação, (ii) responsável nominado, (iii) prazo de implementação, (iv) recursos necessários, (v) indicador de verificação da efetividade.
Ações seguem hierarquia de controle: eliminação > substituição > controle de engenharia > controle administrativo > EPI. Para riscos psicossociais, isso traduz em mudança de processo > redistribuição de carga > treinamento de liderança > suporte ao indivíduo (terapia, EAP).
NR-1 exige que o plano seja monitorado, com prazo de revisão definido e responsabilidade clara. Sem responsável nominado e sem prazo, o plano é inválido — auditorias do MTE rejeitam genéricos como "melhorar ambiente até final do ano".
Base legal
- NR-1
- ISO 45001:2018
- PDCA / Deming
Exemplos práticos
- Substituir gestor com perfil tóxico (responsável: RH, prazo: 60 dias)
- Treinamento de liderança em ASR/empatia (SESMT, 90 dias)
- Implementar canal anônimo by design (Compliance, 30 dias)
Aprofundamento técnico
Plano de Ação NR-1 deve seguir o padrão 5W2H: o que fazer, por que, quem, onde, quando, como e quanto custa. Sem responsável nominal e prazo, o item não é evidência válida.
Hierarquia de medidas (item 1.5.5.1.5 da NR-1): primeiro eliminar fonte do risco; depois substituir; depois engenharia (controles coletivos); depois administrativos (procedimentos, rotação); por último, EPI ou outras medidas individuais.
Como o Ethos cobre Plano de Ação
A plataforma Ethos automatiza o cumprimento de obrigações relacionadas a Plano de Ação via canal anônimo + IA + relatório PGR-ready.
Ver no softwarePerguntas frequentes
Por quanto tempo o plano de ação fica ativo?
Até a ação ser concluída e o risco reavaliado. Itens devem ser fechados com evidência (foto, recibo, ata). Itens não cumpridos no prazo geram "não-conformidade" no GRO e devem ser justificados ou repactuados.
Posso ter plano sem prazo?
Não. Sem prazo não é plano — é intenção. NR-1 exige cronograma. Prazo realista é melhor que prazo arrojado: prazo perdido reiteradamente caracteriza GRO inefetivo, foco de autuação fiscal.
Plano de ação pode ter prazo de 12 meses para risco alto?
Riscos altos exigem priorização — prazos curtos (30-90 dias) são esperados. 12 meses só se justifica para itens estruturais comprovadamente complexos (mudança de layout, reformulação de cargo). Documentar justificativa é essencial.
Onde Plano de Ação se aplica
Setores em que Plano de Ação tem incidência regulatória direta:
Construção Civil
Indústria com alta rotatividade, múltiplos vínculos terceirizados, hierarquia rígida de obra e exposição combinada de riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.
Saúde Hospitalar
Hospitais e clínicas concentram demanda emocional alta (contato com sofrimento), turnos extensos, hierarquia médica rígida e risco biológico — combinação clássica de adoecimento mental.
Indústria Farmacêutica
A indústria farmacêutica brasileira combina linhas de produção altamente regulamentadas (ANVISA, GMP), pressão por compliance regulatório, salas limpas com biossegurança e jornadas de turnos rotativos. P&D e área comercial sofrem pressão por metas de lançamento e visitação médica, enquanto a fábrica enfrenta exigências contínuas de qualidade que restringem autonomia. A combinação de procedimentos rígidos, auditorias frequentes e responsabilidade civil/sanitária cria carga mental constante. Operadores de produção, analistas de QC, propagandistas e área de pesquisa apresentam perfis distintos de adoecimento — o que torna a segmentação por vínculo e função essencial no inventário NR-1.
Tecnologia e Software
Empresas de software, SaaS e desenvolvimento sob demanda combinam jornadas mentalmente intensas, prazos curtos de sprint, on-call 24/7 e cultura informal que muitas vezes mascara assédio moral velado. O trabalho remoto e híbrido amplifica conflito trabalho-família e isolamento social. Squads enxutas concentram alta responsabilidade em poucas pessoas, com pressão por entrega contínua, code review público e métricas individuais de produtividade. Em escalas pequenas (startups), há também insegurança ligada a runway e captação. Em grandes techs, a hierarquia matricial com múltiplos stakeholders gera conflito de papéis e ambiguidade — fator psicossocial expresso da NR-1.
Varejo
O varejo brasileiro concentra alta rotatividade (~60% ao ano em algumas redes), jornadas em escala 6×1 e turnos com pico de demanda (Black Friday, Natal). Operadores de caixa, repositores e vendedores comissionados sofrem pressão por metas, exposição a clientes hostis (rage de consumo) e baixa autonomia sobre o próprio ritmo. Lojas de shopping têm jornada extensa com domingos e feriados, gerando conflito trabalho-família. A hierarquia de loja (gerente → subgerente → fiscal → operador) costuma reproduzir padrões de humilhação pública, especialmente em reuniões de meta. O isolamento de unidades em redes capilarizadas dificulta canais corporativos chegarem ao varejista de campo.
Supermercados
Supermercados operam com grande contingente de empregados de baixa qualificação, jornadas em escalas variadas, exposição a temperaturas (câmaras frias, açougue), peso (reposição) e contato direto com cliente — combinação ergonômica e psicossocial intensa. Áreas de açougue, peixaria e padaria têm risco físico somado a hierarquias rígidas. Operadores de caixa concentram tarefas repetitivas, sentar-prolongado e atrito com cliente. A cultura de 'cliente sempre tem razão' empurra colaboradores a tolerar agressões verbais. Redes regionais costumam ter rotatividade alta e pouca estrutura de SST, tornando o inventário psicossocial particularmente necessário.
Modelos jurídicos relacionados
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