Modelo Jurídico
Matriz de Severidade Psicossocial (Probabilidade × Impacto)
Matriz 5×5 de classificação de risco psicossocial com critérios objetivos.
Baixar modelo .docxSobre este modelo
Modelo de matriz de severidade psicossocial (5×5), formato consagrado em gestão de riscos ocupacionais. Define escalas claras para probabilidade e severidade, exemplos aplicados e regras de tratamento por nível de risco.
Adequado para uso direto no PGR ou como anexo independente. Inclui legenda de cores (verde-amarelo-laranja-vermelho), regras de classificação e exemplos por nível.
Personalize a coluna de exemplos com situações da [EMPRESA]. A matriz em si tem padrão técnico — não recomendamos alterar as escalas sem orientação de profissional de SST.
Aplicabilidade legal
- NR-1 — item 1.5.4.4 (avaliação de riscos)
- ISO 31000 — princípios e diretrizes para gestão de risco
- ISO 45003 — saúde e segurança psicológica no trabalho
Estrutura do documento
- 1. Critérios de Probabilidade
- 2. Critérios de Severidade
- 3. Cálculo do Nível de Risco
- 4. Exemplo Aplicado — Sobrecarga de Trabalho
- 5. Regras de Tratamento por Nível
Aviso jurídico: Este é um modelo base preparado por especialistas em compliance para acelerar a implementação. Adapte conforme a realidade da sua empresa e revise com seu departamento jurídico ou advogado trabalhista antes de adotar formalmente.
FAQ
Posso usar matriz 4×4 em vez de 5×5?
Tecnicamente sim — a NR-1 não fixa o número de níveis. Mas 5×5 é o padrão de fato e o que o auditor MTE espera. Trocar para 4×4 só faz sentido se sua empresa já tiver outro PGR (físico, químico) com matriz 4×4 — coerência interna importa.
Como justifico a probabilidade sem dados?
Use dados do questionário de percepção (NR-1 item 1.5.3.3 prevê), histórico de denúncias e afastamentos, e benchmarking setorial. Na ausência completa de dados, documente a metodologia de estimativa por consenso técnico — é melhor do que omitir, mas substitua por dados reais na próxima revisão.
Termos do glossário relacionados
NR-1
Norma Regulamentadora nº 1 do Ministério do Trabalho, com disposições gerais sobre saúde e segurança ocupacional, atualizada para incluir riscos psicossociais a partir de 26/05/2026.
GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais)
Conjunto de práticas de identificação, avaliação, controle e monitoramento de riscos ocupacionais previsto na NR-1, do qual o PGR é o documento operacional.
Matriz de Risco
Ferramenta visual que cruza probabilidade e severidade de cada risco identificado, classificando-os por cor (verde, amarelo, vermelho) para priorização de tratamento.
Severidade de Risco
Dimensão da matriz de risco que avalia a magnitude do dano potencial caso o risco se materialize, geralmente em escala de insignificante a catastrófico.
Setores que usam este modelo
Construção Civil
Indústria com alta rotatividade, múltiplos vínculos terceirizados, hierarquia rígida de obra e exposição combinada de riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.
Saúde Hospitalar
Hospitais e clínicas concentram demanda emocional alta (contato com sofrimento), turnos extensos, hierarquia médica rígida e risco biológico — combinação clássica de adoecimento mental.
Indústria Farmacêutica
A indústria farmacêutica brasileira combina linhas de produção altamente regulamentadas (ANVISA, GMP), pressão por compliance regulatório, salas limpas com biossegurança e jornadas de turnos rotativos. P&D e área comercial sofrem pressão por metas de lançamento e visitação médica, enquanto a fábrica enfrenta exigências contínuas de qualidade que restringem autonomia. A combinação de procedimentos rígidos, auditorias frequentes e responsabilidade civil/sanitária cria carga mental constante. Operadores de produção, analistas de QC, propagandistas e área de pesquisa apresentam perfis distintos de adoecimento — o que torna a segmentação por vínculo e função essencial no inventário NR-1.
Tecnologia e Software
Empresas de software, SaaS e desenvolvimento sob demanda combinam jornadas mentalmente intensas, prazos curtos de sprint, on-call 24/7 e cultura informal que muitas vezes mascara assédio moral velado. O trabalho remoto e híbrido amplifica conflito trabalho-família e isolamento social. Squads enxutas concentram alta responsabilidade em poucas pessoas, com pressão por entrega contínua, code review público e métricas individuais de produtividade. Em escalas pequenas (startups), há também insegurança ligada a runway e captação. Em grandes techs, a hierarquia matricial com múltiplos stakeholders gera conflito de papéis e ambiguidade — fator psicossocial expresso da NR-1.
Varejo
O varejo brasileiro concentra alta rotatividade (~60% ao ano em algumas redes), jornadas em escala 6×1 e turnos com pico de demanda (Black Friday, Natal). Operadores de caixa, repositores e vendedores comissionados sofrem pressão por metas, exposição a clientes hostis (rage de consumo) e baixa autonomia sobre o próprio ritmo. Lojas de shopping têm jornada extensa com domingos e feriados, gerando conflito trabalho-família. A hierarquia de loja (gerente → subgerente → fiscal → operador) costuma reproduzir padrões de humilhação pública, especialmente em reuniões de meta. O isolamento de unidades em redes capilarizadas dificulta canais corporativos chegarem ao varejista de campo.
Supermercados
Supermercados operam com grande contingente de empregados de baixa qualificação, jornadas em escalas variadas, exposição a temperaturas (câmaras frias, açougue), peso (reposição) e contato direto com cliente — combinação ergonômica e psicossocial intensa. Áreas de açougue, peixaria e padaria têm risco físico somado a hierarquias rígidas. Operadores de caixa concentram tarefas repetitivas, sentar-prolongado e atrito com cliente. A cultura de 'cliente sempre tem razão' empurra colaboradores a tolerar agressões verbais. Redes regionais costumam ter rotatividade alta e pouca estrutura de SST, tornando o inventário psicossocial particularmente necessário.