Modelo Jurídico
Modelo de Ata de Reunião Mensal da CIPA
Ata mensal da CIPA com inclusão obrigatória do tema prevenção ao assédio.
Baixar modelo .docxSobre este modelo
Modelo de ata de reunião ordinária mensal da CIPA, com estrutura padrão e inclusão obrigatória do tema prevenção ao assédio em pauta — exigência decorrente do Inciso III do Art. 23 da CLT (Lei 14.457/2022).
Estruturada em 7 seções: cabeçalho, presentes, leitura da ata anterior, ordem do dia, deliberações, encaminhamentos e encerramento. Compatível com a NR-5 e prática consolidada de fiscalização MTE.
Personalize [EMPRESA], [DATA], [LOCAL] e os nomes dos participantes. A ata deve ser lavrada em livro próprio (físico ou digital) e assinada por todos os presentes.
Aplicabilidade legal
- NR-5 — Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio
- Lei 14.457/2022 — Inciso III do Art. 23 da CLT
- Boas práticas de governança CIPA (Manual MTE)
Estrutura do documento
- 1. Cabeçalho
- 2. Presentes e Ausentes
- 3. Leitura e Aprovação da Ata Anterior
- 4. Ordem do Dia
- 5. Deliberações
- 6. Encaminhamentos
- 7. Encerramento e Assinaturas
Aviso jurídico: Este é um modelo base preparado por especialistas em compliance para acelerar a implementação. Adapte conforme a realidade da sua empresa e revise com seu departamento jurídico ou advogado trabalhista antes de adotar formalmente.
FAQ
Posso registrar a reunião só em vídeo, sem ata escrita?
Não. A ata escrita (em livro físico ou digital com assinatura eletrônica certificada) é exigência consolidada da NR-5. O vídeo pode complementar como evidência adicional, mas a ata textual com assinaturas é obrigatória para fiscalização e apuração futura.
Como tratar o tema de assédio na ata sem expor pessoas?
Use linguagem agregada e anonimizada. Exemplo: "foram registrados 3 protocolos no canal de denúncia no período, sendo 2 em apuração e 1 concluído. Os números servem para acompanhamento de tendência e não permitem identificação de pessoas envolvidas." Detalhes de casos específicos ficam em ata fechada da comissão de apuração — nunca na ata da CIPA.
Termos do glossário relacionados
Setores que usam este modelo
Construção Civil
Indústria com alta rotatividade, múltiplos vínculos terceirizados, hierarquia rígida de obra e exposição combinada de riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.
Saúde Hospitalar
Hospitais e clínicas concentram demanda emocional alta (contato com sofrimento), turnos extensos, hierarquia médica rígida e risco biológico — combinação clássica de adoecimento mental.
Indústria Farmacêutica
A indústria farmacêutica brasileira combina linhas de produção altamente regulamentadas (ANVISA, GMP), pressão por compliance regulatório, salas limpas com biossegurança e jornadas de turnos rotativos. P&D e área comercial sofrem pressão por metas de lançamento e visitação médica, enquanto a fábrica enfrenta exigências contínuas de qualidade que restringem autonomia. A combinação de procedimentos rígidos, auditorias frequentes e responsabilidade civil/sanitária cria carga mental constante. Operadores de produção, analistas de QC, propagandistas e área de pesquisa apresentam perfis distintos de adoecimento — o que torna a segmentação por vínculo e função essencial no inventário NR-1.
Tecnologia e Software
Empresas de software, SaaS e desenvolvimento sob demanda combinam jornadas mentalmente intensas, prazos curtos de sprint, on-call 24/7 e cultura informal que muitas vezes mascara assédio moral velado. O trabalho remoto e híbrido amplifica conflito trabalho-família e isolamento social. Squads enxutas concentram alta responsabilidade em poucas pessoas, com pressão por entrega contínua, code review público e métricas individuais de produtividade. Em escalas pequenas (startups), há também insegurança ligada a runway e captação. Em grandes techs, a hierarquia matricial com múltiplos stakeholders gera conflito de papéis e ambiguidade — fator psicossocial expresso da NR-1.
Varejo
O varejo brasileiro concentra alta rotatividade (~60% ao ano em algumas redes), jornadas em escala 6×1 e turnos com pico de demanda (Black Friday, Natal). Operadores de caixa, repositores e vendedores comissionados sofrem pressão por metas, exposição a clientes hostis (rage de consumo) e baixa autonomia sobre o próprio ritmo. Lojas de shopping têm jornada extensa com domingos e feriados, gerando conflito trabalho-família. A hierarquia de loja (gerente → subgerente → fiscal → operador) costuma reproduzir padrões de humilhação pública, especialmente em reuniões de meta. O isolamento de unidades em redes capilarizadas dificulta canais corporativos chegarem ao varejista de campo.
Supermercados
Supermercados operam com grande contingente de empregados de baixa qualificação, jornadas em escalas variadas, exposição a temperaturas (câmaras frias, açougue), peso (reposição) e contato direto com cliente — combinação ergonômica e psicossocial intensa. Áreas de açougue, peixaria e padaria têm risco físico somado a hierarquias rígidas. Operadores de caixa concentram tarefas repetitivas, sentar-prolongado e atrito com cliente. A cultura de 'cliente sempre tem razão' empurra colaboradores a tolerar agressões verbais. Redes regionais costumam ter rotatividade alta e pouca estrutura de SST, tornando o inventário psicossocial particularmente necessário.